Desde 2006, ano em que foi criado, o site WikiLeaks já publicou mais de 1 milhão de documentos confidenciais enviados por fontes anônimas. Mas foi em 2010 que ganhou fama mundial, com o vazamento de um vídeo mostrando um ataque norte-americano contra funcionários da Reuters e outros civis em Bagdá. Neste ano, o site ainda revelou dezenas de milhares de arquivos da inteligência norte-americana sobre as ações no Afeganistão e Iraque. E agora, com a divulgação de cerca de 250 mil telegramas diplomáticos secretos do Departamento de Estado dos EUA, a coisa pegou fogo mesmo.
O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, está preso desde o dia 7 de dezembro por acusações de agressão sexual. Seus defensores dizem que o verdadeiro motivo está relacionado ao site e até o presidente Lula manifestou apoio a ele.
Dentre os documentos revelados, muitos tratam da relação entre os EUA e o Brasil. Listamos 13 informações vazadas que revelam um pouco da visão que os americanos têm de nós.
Vídeo que mostra o ataque norte-americano contra funcionários da Reuters:
Fonte: Revista Superinteressante – dezebro 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
MeuReality.com: um verdadeiro "show do eu" por Viviane Laprovita
Meureality.com é um Blog no qual são publicados vídeos de um brasileiro que decidiu filmar seu próprio reality show e disponibilizar na internet durante 365 dias, mostrando seu dia a dia e a convivência com sua namorada. Os vídeos já totalizam cerca de 34 mil exibições e gradualmente pessoas acompanham os capítulos da história desse indivíduo.
Podemos observar que esse caso se explica pela busca incessante de exibição da própria imagem, o mesmo que ocorre no conceito de sociedade do espetáculo referido por Guy Debord em seu texto. Em trechos como: “ No espetáculo, tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação”, “ O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens.” e “ o espetáculo é a afirmação da aparência e a afirmação de toda vida humana”, Debord retifica esse caráter tautológico da sociedade do espetáculo onde ‘o desenrolar é tudo’ e nada mais importa ao espetáculo a não ser ele mesmo.
Ao disponibilizar não só informações da sua vida, mas também cenas de seu dia a dia, o indivíduo passa a quebrar com a idéia do que é publico e privado, tornando sua própria vida uma vitrine onde todos podem acompanhar seus momentos mais íntimos.
Keymi é o brasileiro que protagoniza esse reality show pessoal, onde mostra seu convívio com a namorada Carol e sua filha, demonstrando coisas aleatórias do seu dia.
Tal fato também pode ser explicado pelos conceitos citados no texto de Paula Sibilia “O show do eu”, pois trata-se de uma exibição megalômana e excêntrica da própria imagem, resultando em uma superexposição do eu para que o mundo possa ver: “gerou-se assim um verdadeiro festival de “vidas privadas”, que se oferecem
despudoradamente aos olhares do mundo inteiro.”.
Podemos observar que esse caso se explica pela busca incessante de exibição da própria imagem, o mesmo que ocorre no conceito de sociedade do espetáculo referido por Guy Debord em seu texto. Em trechos como: “ No espetáculo, tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação”, “ O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens.” e “ o espetáculo é a afirmação da aparência e a afirmação de toda vida humana”, Debord retifica esse caráter tautológico da sociedade do espetáculo onde ‘o desenrolar é tudo’ e nada mais importa ao espetáculo a não ser ele mesmo.
Ao disponibilizar não só informações da sua vida, mas também cenas de seu dia a dia, o indivíduo passa a quebrar com a idéia do que é publico e privado, tornando sua própria vida uma vitrine onde todos podem acompanhar seus momentos mais íntimos.
Keymi é o brasileiro que protagoniza esse reality show pessoal, onde mostra seu convívio com a namorada Carol e sua filha, demonstrando coisas aleatórias do seu dia.
Tal fato também pode ser explicado pelos conceitos citados no texto de Paula Sibilia “O show do eu”, pois trata-se de uma exibição megalômana e excêntrica da própria imagem, resultando em uma superexposição do eu para que o mundo possa ver: “gerou-se assim um verdadeiro festival de “vidas privadas”, que se oferecem
despudoradamente aos olhares do mundo inteiro.”.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
The Office e o Espetáculo por Noemi Trindade Pimentel Simões Alcantara
The Office é uma premiada série humorística de televisão criada por Ricky Gervais e Stephen Merchant para o canal britânico BBC Two, e que rendeu quatro versões novas em outros países. Nos Estados Unidos o canal NBC foi responsável pela versão americana da série, que estreou em 24 de março de 2005.
A série simula um documentário, a mostra o dia-a-dia do escritório da empresa de papel Dunder Mifflin. "The Office" traz Steve Carell no papel de Michael Scott, um chefe conhecido por suas piadas sem-graça e seu incrível dom de criar situações inconvenientes e extremamente constrangedoras entre seus funcionários.
A série faz uso de pequenos depoimentos dos funcionários. Michael Scott, o chefe, em seus depoimentos sempre tenta fazer uma auto promoção de sua imagem, faz afirmações sobre seu caráter e dá vários conselhos do que ele acha ser correto. Michael Scott é um exemplo claro de um ser humano tentando se moldar para se enquadrar num padrão da sociedade do espetáculo. Ele cria um personagem, se reformula perante as câmeras. “Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação”. – DebordA sociedade do espetáculo é a principal produção da contemporaneidade, as pessoas se reproduzem como cópias e mais cópias de um padrão que é imposto pela sociedade do consumo, do capitalismo.
Michael Scott é mais um ser humano em conflito com o ser e aparecer ser. “O espetáculo é a afirmação da aparência e a afirmação de toda vida humana como simples aparência”. - Debord
Assinar:
Postagens (Atom)