terça-feira, 13 de julho de 2010

Análise da reportagem "Antenado e Centrado" por Vitor Vogel

Na edição de 4 de julho de 2010, o jornal O Globo, publicou reportagem no caderno Boa Chance intitulada “Antenado e Centrado” onde aborda a procura por profissionais para gerenciamento de perfis ou conteúdos de empresas e marcas nas redes de relacionamento ( Orkut, Facebook, MySpace) e blogs e microblogs (Twitter). Segundo o texto, apesar da consolidação dos departamentos de mídias sociais no interior das grandes e médias empresas, ainda há espaço para o crescimento do número de vagas nesta área. Por se tratar de um caderno só de empregos, a principal pauta é a empregabilidade e as oportunidades de crescimento profissional nesta área.





As redes sociais e outros adventos da Web 2.0 ampliam a radicalização da necessidade exposição da aparência, mesmo que diferente da realidade, gerada nos Estados Unidos da América decorrer do século XX. Segundo Neal Gabler, a performance tem por objetivo atrair a atenção dos outros mostrando o que se deseja ser. O padrão de exposição é o artista dos meios de comunicação de massa, permanentemente exposto, bem avaliado pelo público e com uma ampla gama de contatos na sociedade. A mesma formula existe na seleção dos possíveis profissionais na área de gerência de Web 2.0. Um importante pré-requisito é ter não só familiaridade com as ferramentas, mas, também, uma avaliação positiva e uma extensa redes de contatos, demonstrativos uma boa gestão de imagem.



Por outro lado, as redes sociais são encaradas pela ampla maioria do público como uma forma de entretenimento. No entanto, os vultuosos investimentos das empresas na área de internet em especial na área de redes sociais justificam a avaliação de Gabler que diz que a fronteira entre o entretenimento (diversão, atividades lúdicas, etc) e o consumo está cada vez menor. Os filmes, músicas e outros produtos culturais modernos são acompanhados de enorme merchandising (George Lucas abriu mão de parte dos direitos autorias sobre Guerra nas Estrelas – Episódio IV – Uma Nova Esperança para controlar os direitos de imagem dos personagens e faturar U$ 20 bilhões). Da mesma forma acontece com as redes sociais. Para assistir um videoclipe com Jorge Ben Jor e Mano Brown regravando o clássico “Ponta de Lança de Africano” (Umbabarauma), o usuário do Facebook deveria curtir o link e, então assistir. Ao curtir, os seus contatos sociais na rede ficam sabendo e o mesmo anúncio lhes é mostrado.





Por fim, apesar das empresas promoverem ações no campo das redes sociais, a maioria delas ainda restringem parcialmente ou proíbem completamente o acesso de seus funcionários às redes sociais no trabalho. Tal fato contraditório pode ser explicado através das teses de Michael Foucalt. Para o autor, a sociedade moderna controla e, através de vária instituições sociais (exército, escola e outros) adestra e molda os corpos humanos de acordo com as necessidades da sociedade moderna. A busca pelos altos lucro e pela produtividade máxima é a tônica. Mesmo que nessa sociedade seja fundamental a participação nas redes sociais, o temor de perda de produtividade da base para a proibição. A disciplina é usada para mantê-la alta.

Tentativas de oposição à indústria cultural por Felipe Patrocinio

Levando em consideração a teoria de Debord sobre o funcionamento da sociedade do espetáculo e de sua não visão de como fugir dessa sociedade, de como criar uma ruptura com a indústria cultural, pode-se observar diversas tentativas de oposição a essa indústria.

Focando principalmente no aspecto musical, existiram diferentes movimentos que tentaram romper suas ligações com essa indústria. Alguns a rejeitando completamente enquanto outros tem essa noção de que fazem parte desta máquina. Independente de que o poder de absorção da indústria cultural seja forte o suficiente para ter com aquilo que fala mal dela.

Pain of Salvation é um exemplo de banda na qual podemos encontrar críticas a essa sociedade e a este tipo de indústria, já que a indústria cultural não pode ser separada da sociedade do espetáculo. A letra que segue abaixo e na qual o link pode mostrar o vídeo, foi retirada do álbum One Hour By The Concrete Lake, lançado em 1998e tem como título The Big Machine

The Big Machine

Welcome inside the machine
It hurts!
Go numb, go blind...
One's drilling out a pipe
One adjusts the aim
One makes trigger parts
Weapons as a game!

All trapped in killing routine
Washed clean...
...by this machine

On these grey walls
Lovely pictures of the weapons we produce
But not their actions...

All are part of the big Machine
We do our job
"Guilty!"

But what if we save?
And what if we solve?
And what if we build?
And what...

...what if we lose control?
What if we lose control?
What if we lose control?
What if we lose control?

(I am just a wheel!)

...and what if we ...stop?



A letra mostra uma consciência de funcionamento da sociedade e de como ela cega as pessoas, e de como todos fazemos parte dela. “We do our job / “Guilty!””. Sobre as diversas possibilidades de contestação da indústria cultural, considero que existem tentativas de desconstrução de dentro da própria indústria.

A condição de alienação dentro da cultura de massa não é algo natural, mas sim algo que lhe foi atribuído durante sua história, já que lhe foi atribuída por um capitalismo industrial e de consumo. E já que isso é algo construído, pode ser desconstruído também.

domingo, 11 de julho de 2010

Análise do filme "A Rosa Púrpura do Cairo" por Thais Candido

O filme que se passa no inicio do século XX, conta a história de uma mulher casada e alvo frequente de humilhações do marido. Todos os dias, várias vazes por dia, ela ia ao cinema. O filme mostra a influencia da comunicação massiva e nos remete a teoria de Lasswell e Adorno.

Lasswell defendia a ideia de que o receptor da mensagem é passivo, ele não envia a mensagem de volta ao reprodutor (teoria da agulha hipodérmica). No filme a protagonista começa a interagir com o filme e chega acreditar que uma das personagens está apaixonada por ela.

Nesse ponto o filme se aproxima com Adorno e sua teoria de que os meios de comunicação de massa (TV e cinema, por exemplo) nos distanciam da realidade, nos apresentando uma realidade alienante. Para ele a cultura de massa torna nossa percepção mais superficial, nos afastando de nossas capacidades reflexivas e de pensamento analítico.

O filme ilustra bem a relação sociedade x meios de comunicação, e como o comportamento social muda depois de estarmos submergidos na cultura de massa.